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Como oportunizar a segurança do paciente?

Os protocolos constituem práticas de segurança do paciente voltadas para propiciar uma prática assistencial segura e são componentes obrigatórios dos planos (locais) de segurança do paciente dos estabelecimentos de Saúde.

Prática de Segurança é um tipo de processo ou estrutura cuja aplicação reduz a probabilidade de ocorrência de eventos adversos resultantes da exposição ao sistema de saúde em uma variedade de doenças e procedimentos.

As práticas de segurança devem ser:

  • baseadas nas melhores evidências científicas de que são práticas efetivas em reduzir a chance de dano ao paciente;
  • aplicadas em diferentes níveis de assistência e para diferentes tipos de pacientes;
  • amplas e sustentáveis;
  • utilizadas por pacientes, profissionais de saúde, fontes pagadoras e pesquisadores.

Para a OMS, a segurança é um dos seis atributos da qualidade, ao lado da efetividade, cuidado centrado no paciente, oportunidade, eficiência e equidade. Dessa forma, definiu seis protocolos básicos de segurança:

Identificação do paciente

Busca “garantir a correta identificação do paciente, a fim de reduzir a ocorrência de incidentes”, garantindo que o paciente certo, receba o tratamento certo no momento certo. Neste contexto, sugerem-se as seguintes intervenções pelos profissionais:

  • Identificação do paciente;
  • Educação do paciente/acompanhante/familiar/cuidador;
  • Confirmação da identificação do paciente antes de receber o cuidado.

Para o cumprimento destas diretrizes, o Protocolo reforça a importância da existência de mecanismos de monitoramento (a curto e longo prazo) nas instituições.

Leia também: Gestão de qualidade em saúde: 13 Práticas de Qualidade e Segurança do Paciente

Higiene das mãos

Esse ato de segurança refere-se a higienização das mãos a fim de prevenir a transmissão de microorganismos e doenças. Assim, o Protocolo expõe os 5 momentos em que a higienização das mãos devem ser feitas:

  • Antes do contato com o paciente;
  • Antes da realização do procedimento;
  • Após a exposição a fluidos corporais;
  • Após o contato com o paciente;
  • Após o contato com áreas próximas ao paciente.

Segurança cirúrgica

O Protocolo foi criado com objetivo de “determinar as medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes, eventos adversos e a mortalidade cirúrgica”, focando na utilização da Lista de Verificação de Cirurgia Segura da Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual contém três etapas:

  • Antes da indução anestésica
  • Antes da incisão cirúrgica
  • Antes do paciente sair da sala cirúrgica

Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos

O Protocolo tem o objetivo de “promover práticas seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde” de modo a reduzir estes indicadores, por meio do/a:

  • Acesso à informação medicamentosa pelos profissionais
  • Desenvolvimento de um padrão interno de treinamento
  • Padronização dos processos
  • Uso de equipamentos tecnológicos
  • Educação permanente

Prevenção de quedas dos pacientes

As quedas dos enfermos resultam em danos em 30 a 50% dos casos, sendo que 6 a 44% destes danos são graves. Entre as consequências estão:

  • Aumento da estadia hospitalar
  • Aumento dos custos assistenciais
  • Diminuição da credibilidade da instituição
  • Complicações legais

O objetivo é “reduzir a ocorrência de queda de pacientes nos pontos de assistência e o dano dela decorrente”, identificando os fatores físicos e do ambiente relacionados ao incidente e sugerindo intervenções:

  • Avaliação do risco de queda;
  • Identificação do paciente com risco com a sinalização à beira do leito ou pulseira;
  • Agendamento dos cuidados de higiene pessoal;
  • Revisão periódica da medicação;
  • Atenção aos calçados utilizados pelos pacientes;
  • Educação dos pacientes e dos profissionais;
  • Revisão da ocorrência de queda para identificação de suas possíveis causas.

Prevenção de Lesão por pressão (LPP)

A Lesão por Pressão (LPP) é um exemplo destas lesões decorrentes de uma pressão ou fricção na pele. A UPP pode resultar em:

  • Prolongamento da estadia
  • Riscos de infecções graves
  • Dores
  • Sepse
  • Mortalidade

Com o objetivo de “promover a prevenção da ocorrência de Lesão por pressão (LPP) e outras lesões da pele”, seguindo 6 etapas:

  • Avaliação de úlcera por pressão na admissão de todos os pacientes;
  • Reavaliação diária de risco de desenvolvimento de UPP de todos os pacientes internados;
  • Inspeção diária da pele;
  • Manejo da Umidade: manutenção do paciente seco e com a pele hidratada;
  • Otimização da nutrição e da hidratação;
  • Estratégias de monitoramento e indicadores.

A implantação dos seis protocolos de segurança do paciente não é tão complexa assim, mas precisa começar pela mudança da cultura institucional. Assim, erros no cuidado à saúde devem ser encarados como falhas do sistema e não como falhas individuais. O próprio paciente também pode participar ativamente da prevenção. A partir do momento em que ele conhece seu tratamento, adquire condições de alertar quando ocorre uma não conformidade, tornando-se a última barreira.

A segurança do paciente está presente no nível 1 da Acreditação pela ONA e você precisa ficar atento às atualizações que o Manual ONA passou. Para conhecer mais e ficar por dentro do assunto, se inscreva no Curso de Atualização do Manual OPSS ONA Versão 2022.

Fonte da imagem: Freepik

Fonte: Ministério da Saúde



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