Como ser atendida pelo SUS caso tenha descoberto um nódulo na mama

A descoberta de um nódulo ou caroço nos seios pode significar a presença de câncer de mama. No entanto, somente a avaliação médica e a investigação podem dizer o significado dessa alteração no corpo da paciente. Até o momento de receber o resultado, a situação desencadeia uma série de reações emocionais diante da necessidade de enfrentamento da situação adversa. É nesse momento que são indicados os tratamentos e estratégias no enfrentamento da doença. O paciente do SUS recebe apoio clínico para superar cada fase da doença, o acesso começa na Unidade de Saúde da Família, na Atenção Primária, com o rastreamento e é reforçado após o diagnóstico com o tratamento ambulatorial e hospitalar, na Atenção Especializada.

O diagnóstico correto do câncer é essencial para um tratamento adequado e eficaz, porque cada tipo da doença precisa de um tratamento específico, que pode abarcar uma ou mais modalidades, tais como cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia, que são modalidades terapêuticas ofertadas no SUS.

ONDE BUSCAR O TRATAMENTO NA REDE PÚBLICA

A dona de casa Iraci Bundchen, de 55 anos, moradora da cidade de Sanaduva (RS), descobriu o câncer através de um exame de rotina ao ser submetida à mamografia em 2018. Ela é usuária da rede SUS e depois que recebeu o diagnóstico na Atenção Primária foi encaminhada para os serviços de oncologia do Hospital de Clínicas de Passo Fundo.

“Detectei um nódulo na mamografia. Depois completei com o ultrassom e biópsia e se confirmaram os nódulos. Estava em estágio inicial, mas com metástases embaixo do braço. Primeiro eu fiz a cirurgia, retirei a mama com esvaziamento axilar e fiz a reconstrução mamária e daí tiraram quatro nódulos, depois já comecei a fazer as quimioterapias. Tenho mais sessões de quimioterapia e depois a radioterapia para terminar o tratamento”.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tratamento varia de acordo com o estadiamento da doença, as características biológicas do tumor e as condições da paciente. A conduta habitual nas fases iniciais do câncer de mama é a cirurgia, que pode ser conservadora (retirada apenas do tumor) ou mastectomia (retirada da mama) parcial ou total, seguida ou não de reconstrução mamária.

A área de Oncologia do SUS é estruturada com a Rede de Atenção Oncológica formada por estabelecimentos de saúde habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) ou como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON). Essas unidades devem oferecer assistência especializada ao paciente com câncer, atuando no diagnóstico e tratamento. A assistência abrange sete modalidades integradas: diagnóstico, cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia (oncologia clínica, hematologia e oncologia pediátrica), medidas de suporte, reabilitação e cuidados paliativos.

Foto: arquivo pessoal 

Iraci Bundchen participou de um desfile onde pode tirar o lenço, adereço comum
e de grande representatividade para as pacientes com câncer.
“Foi um momento de grande emoção”, contou a paciente gaúcha

Atualmente existem 309 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento do câncer, distribuídos por todos os estados brasileiros, onde o paciente de câncer encontrará desde exames até cirurgias mais complexas.

TRATAMENTO NO SUS

cirurgia é o principal tratamento do câncer de mama inicial. O tipo mais comum de mastectomia é a radical modificada, que compreende a retirada total da mama e o esvaziamento axilar. As pacientes também podem ser submetidas a outros dois tipos de procedimentos: cirurgias conservadoras e reconstrução mamária.


EM 2018, FORAM REALIZADAS 45 MIL CIRURGIAS NO SUS

radioterapia é utilizada para tratamento auxiliar, após a cirurgia, e está indicada em pacientes em situações especificas e também como método de tratamento paliativo.


EM 2018, FORAM REALIZADAS 3,3 MILHÕES DE RADIOTERAPIA   NO SUS

O uso da quimioterapia, responsável, pelo menos em parte, pela redução da mortalidade por câncer de mama, comprovada em quase todos os países ocidentais. Devem ser consideradas, para seleção de quimioterapia adjuvante, as características clínicas do paciente e as características do tumor.


EM 2018, FORAM REALIZADAS 1,6 MILHÃO DE QUIMIOTERAPIAS NO SUS

hormonioterapia está indicada em todas as pacientes com receptores hormonais positivos, em virtude de apresentar poucos efeitos colaterais ou contraindicações e eficácia comprovada. Consiste do uso de substancias semelhantes ou inibidores de hormônios, para tratar as neoplasias que são dependentes destes. A administração pode ser diária ou cíclica e se caracteriza por ser de longa duração.

FONTE: Ministério da Saúde


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