4 Dicas para fazer o seu programa de Reconciliação Medicamentosa dar certo!

Divergências não intencionais são comuns durante a reconciliação medicamentosa (obtenção de uma lista completa e precisa dos medicamentos de uso habitual do paciente e posterior comparação com a prescrição em todas as transições de cuidado (admissão, alta hospitalar ou transferência entre unidades de internação) e podem contribuir para a ocorrência de um erro de prescrição ou gerenciamento e resultar em dano ao paciente.

Assim, é fundamental adotar estratégias ao aplicar esta prática, a fim de garantir sua efetividade. Um estudo publicado pelo British Medical Journals neste mês investigou a implementação de uma reconciliação medicamentosa em 6 instituições, estabelecendo as seguintes ações:

  • Alocar uma equipe para obter o histórico medicamentoso na internação e alta.
  • Melhorar o acesso a medicamentos da pré-internação.
  • Introduzir políticas e treinar a equipe para obter o histórico medicamentoso e prover o aconselhamento do paciente.
  • Implantar um processo de reconciliação medicamentosa com “padrão ouro”: identificando pacientes de alto risco, aprimorando a informação tecnológica e utilizando o engajamento da comunidade.

 

Descubra também: É possível engajar os pacientes na Reconciliação Medicamentosa?

 

Para o sucesso do programa é necessário um gerenciamento colaborativo e engajado de pacientes e profissionais. Conheça as 4 características deste processo de reconciliação medicamentosa, considerado bem sucedido:

  1. Vantagem relativa: o responsável pelo programa deve possuir uma perspectiva clara sobre a vantagem em adotá-lo, baseado no uso eficiente de seu tempo, facilidade em praticar a tarefa ou prazer ao realizá-la. Exemplo: que o programa resolva um problema existente na organização.
  2. Baixa complexidade: o programa deve tornar o trabalho menos complicado e mais facilmente conduzido. Exemplos: utilizar equipamentos eletrônicos intuitivos ou melhorar a comunicação entre colaboradores, com os pacientes e a comunidade.
  3. Observabilidade: o programa precisa trazer resultados visíveis e rápidos de que está caminhando para a construção de um ambiente melhor. Exemplos: compartilhamento de histórias de danos não intencionais durante a reconciliação ou discutir casos passados durante a próxima implementação.
  4. Suporte técnico: a utilização de tecnologiA pode auxiliar, ou impedir, a implementação de uma mudança e por isso deve ser bem estudada a fim de ser aplicada. Exemplos: implementação de novos registros eletrônicos ou customização dos sistemas eletrônicos para atender às necessidades dos usuários.

O processo de reconciliação medicamentosa é primordial para uma assistência de qualidade e segura aos pacientes e profissionais. Por essa razão, adotar tais medidas podem fornecer o suporte necessário aos pacientes, colaboradores e instituição.

 

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Neste episódio, Aléxia Costa comenta um estudo que definiu alguns dos indicadores de farmácia clínica, que também tiveram propósito em gerenciamentos de reconciliações medicamentosas:

 

Referência:

Edward Etchells; Olavo Fernandes. Medication reconciliation: ineffective or hard to implement?. British Medical Journals. 2018.

Jeffrey L Schnipper; Amanda Mixon; Jason Stein; etc. Effects of a multifaceted medication reconciliation quality improvement intervention on patient safety: final results of the MARQUIS study. British Medical Journals. 2018.



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