HCFMUSP é pioneiro no nascimento de bebê gerido no útero transplantado de doadora morta

A equipe de ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, coordenada pelo Dr. Edmund Chada Baracat, em colaboração com o grupo de transplante hepático da instituição, realizou o primeiro transplante de útero de doadora falecida bem-sucedido da América Latina, e o terceiro no mundo. A paciente que recebeu o órgão não tinha útero, o que a impedia de engravidar.

A mãe, agora, com 32 anos, nasceu sem este órgão por conta de uma síndrome rara que atinge 1 a cada 4.500 pessoas.

O bebê nasceu por meio de uma cesárea e, pouco tempo após o parto se mostrou saudável, recebendo alta três dias após o parto. Por conta do sucesso da operação, a instituição já foi autorizada a iniciar outros 2 transplantes focando na melhoria do protocolo e metodologias adotadas.

O nascimento do primeiro bebê fruto de um útero transplantado de um paciente vivo aconteceu há 5 anos (2013) na Suécia. Desde então já foram realizadas tentativas com úteros de pacientes falecidos, mas sem sucesso, fazendo este caso único, não apenas o primeiro do Brasil, mas do mundo. Conheça as etapas da trajetória satisfatória:

  • Recebimento de um útero transplantado de uma moça com 45 anos que faleceu por acidente vascular cerebral;
  • Transplante do útero durante uma cirurgia de 5-10 horas;
  • Realização de uma fertilização in vitro (FIV) 7 meses depois;
  • Parto cesárea + retirada do útero (a fim de reduzir as chances de problemas de rejeição).

 

Conheça também: O que importa para a mulher no parto: uma revisão da experiência do paciente

 

O sucesso dessa tentativa traz esperanças para várias mulheres que sofrem de infertilidade por conta de anomalias no útero, algo em torno de 1 a cada 500, pois o procedimento:

  • Evita ter que se preocupar com a saúde da doadora;
  • Aumenta a quantidade de pessoas que podem se tornar doadoras: tanto por abranger um público maior quanto por ter mais pessoas dispostas e comprometidas com a doação de órgãos após a morte.

 

Trata-se de um feito histórico a ser comemorado, estudado e aprimorado, uma vez que permite que casais realizem o sonho da maternidade! Parabéns aos profissionais do Hospital das Clínicas pelo trabalho!

 

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Nesse episódio, Aléxia Costa comenta uma revisão sistemática publicada no Patient Experience Journal sobre como o envolvimento dos pais no cuidado de seus filhos na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) é criticamente importante:

 

Referência:

IFL Science. First-Ever Baby Born Following A Uterus Transplant From A Deceased Donor. 2018



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