3 Recomendações da OMS para saúde da mãe e do bebê durante o parto

No início deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma série de diretrizes para orientar os serviços de saúde sobre cuidados essenciais durante o parto. As recomendações buscam garantir a importância dos cuidados centrados na mulher e a assistência de boa qualidade aos bebês através de protocolos clínicos baseados em evidências científicas.

Dentre as orientações da OMS, estão questões relacionadas ao tratamento dispensado à gestante antes, durante e depois do parto, comunicação efetiva dos direitos da mãe e do bebê, duração e progressão do período de dilatação, técnicas de relaxamento e controle da dor, entre outros cuidados importantes ao longo do trabalho de parto, nascimento e puerpério.

 

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A ANS destacou três recomendações que também estão presentes no conjunto de diretrizes que integram o Projeto Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com o hospital Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI).

Clique aqui e saiba mais sobre o Projeto Parto Adequado.

Confira as recomendações selecionadas pela ANS:

1 – A velocidade da dilatação do colo do útero: de 1 cm/hora durante o trabalho de parto pode não ser acurada para todas mulheres e esse não pode ser considerado como único parâmetro para a indicação de intervenções médicas, tais como uso de ocitocina para acelerar o trabalho de parto e cesariana. É esperado que a velocidade de dilatação do colo ocorra naturalmente em menor velocidade até que se atinja 5 cm de dilatação, por isso o projeto Parto Adequado recomenda que os hospitais adiem a internação da mulher até que esteja idealmente na fase ativa do trabalho de parto, com 4 cm a 5 cm de dilatação e desenvolva estratégias para apoio acolhimento e suporte à mulher que já está tendo contrações, mas ainda não está na fase ativa. O partograma também deve continuar a ser preenchido, mas outros parâmetros devem ser considerados para avaliação da necessidade de intervenção, incluindo frequência cardíaca fetal, contrações uterinas, características do líquido amniótico, descida e posição fetal, temperatura materna, pressão arterial e débito urinária. Além disso, antes de considerar qualquer intervenção médica, as mulheres com suspeita de atraso na progressão do trabalho de parto devem ser cuidadosamente avaliadas para excluir complicações em desenvolvimento como desproporção céfalo-pélvica e para determinar se suas necessidades emocionais, psicológicas e físicas estão sendo atendidas.

 

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2 – Todo nascimento é único: alguns trabalhos de parto são rápidos, outros não. Intervenções médicas devem ser evitadas se a mulher e o bebê estão em boas condições.

3 – Toda mulher tem direito a uma experiência de parto positiva, que inclui:

  • Respeito e dignidade;
  • Presença de acompanhante escolhido pela mulher;
  • Comunicação clara com a equipe e profissionais maternidade;
  • Estímulo à movimentação durante o trabalho de parto e liberdade para escolher a posição em que quer dar à luz.

Confira no link a seguir o material original da OMS (disponível em inglês e espanhol): http://www.who.int/reproductivehealth/publications/intrapartum-care-guidelines/en/.

 

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Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)