Pesquisa Demografia Médica 2018 aponta desigualdades de distribuição e problemas na assistência

Segundo a Pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o número de médico no país nas últimas cinco décadas aumentou 665,8%, ou 7,7 vezes. Apesar de contar, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por mil habitantes), o Brasil ainda sofre com grande desigualdade na distribuição da população médica entre regiões, estados, capitais e municípios do interior.
 
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O Norte e Nordeste são as regiões com menor número de médicos por 1.000 habitantes, cerca de 1,16 médicos e 1,41 respectivamente, enquanto a o Sudeste é a maior com 1.000 habitantes (2,81). Somente o estado de São Paulo concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País.
A pesquisa também apontou que quatro especialidades concentram 39% dos especialistas do País.
Juntas, Clínica Médica (42.728 titulados ou 11,2% do total), Pediatria (39.234 titulados ou 10,3%), Cirurgia Geral (34.065 especialistas ou 8,9%) e Ginecologia e Obstetrícia (30.415 ou 8% dos titulados) representam 38,4% de todos os títulos de especialistas no País.
 
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As primeiras 20 especialidades reúnem 80,4% dos profissionais titulados. Os outros 19,6% estão distribuídos pelas demais 34 especialidades. Oito delas têm menos de mil titulados cada.
 

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Fonte: Site do Conselho Federal de Medicina



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