CFM solicita cautela sobre testes rápidos na detecção do coronavírus

Fonte: Texas Medical Center

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está preocupado com a aplicação de “testes rápidos” em farmácias para a detecção da covid-19. Além do alto percentual de resultados falso-negativos para os casos em que a testagem é feita antes dos sete dias da apresentação dos primeiros sintomas, o CFM alerta que as farmácias devem obedecer a todos os parâmetros estabelecidos pela Anvisa na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 302/2005, que regula a realização de exames fora de laboratórios clínicos.

A nota com o posicionamento do CFM pode ser acessada aqui.

O grande percentual de resultados falso-negativos pode disseminar ainda mais o vírus, já que o doente vai continuar em convívio social. “Na avaliação da autarquia, no momento, o Brasil precisa priorizar a realização de exames efetivos para a detecção do coronavírus, como o RNA viral pelo método RT-PCR, considerado o padrão-ouro para esse tipo de rastreamento”, diz a nota.

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A autarquia também recomenda que haja um controle para que que haja rastreabilidade dos exames, capacitação dos operadores, validação de reagentes , controle de qualidade e detalhamento das informações constantes nos laudos. Além disso, todos os resultados (negativos ou positivos) devem ser notificados às autoridades sanitárias.

Nota assinada pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Associação Brasileira de Biomedicina e Confederação Nacional de Saúde explica que os testes rápidos são muito úteis em situações específicas, como guerras e desastres decorrentes de fenômenos naturais, mas “representam desafios quanto a qualidade e desempenho variável dos testes e a garantia da qualidade durante a realização do procedimento, já que estão sujeitos a diferentes cenários e a variações importantes na qualificação dos operadores.”

As entidades médicas também alertam que devido às evidências de que os testes rápidos apresentaram grande variação de qualidade e desempenho, “países como Espanha e Itália já devolveram aos fabricantes milhões de kits com baixa eficiência”.

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Fonte: Conselho Federal de Medicina



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