Saúde baseada em valor é o tema da Cohahp 2019 e o IBES estará lá!

Evento organizado pela Anahp, a Associação Nacional de Hospitais Privados, promoverá um amplo debate sobre o tema, dando voz a todos os envolvidos.

“O que significa valor quando falamos em saúde?”, questiona Mohamed Parrini, superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, que irá presidir o Conahp 2019, o Congresso Nacional de Hospitais Privados. “Quais seriam as outras perspectivas além das questões econômicas? Oferecer um sistema mais humanizado e eficiente para o paciente, ou garantir que um maior número de pessoas tenha acesso a um plano de saúde ou que os hospitais e prestadores tenham maior capacidade de investimento e incorporação tecnológica? A verdade é que as respostas são diversas. Queremos encontrar as respostas certas para as perguntas apropriadas”, afirma Parrini.

O tema do Conahp 2019 será “A saúde baseada na entrega de valor: o papel do hospital como integrador do sistema”, em que serão abordados de diferentes formas os temas que mais interessam aos envolvidos no sistema de saúde brasileiro, como a inteligência de dados e os resultados efetivos dos recursos aplicados no setor. “O desafio de todos nós do setor saúde é a geração de valor para a população, medindo de forma eficiente os desfechos clínicos. A falta de integração de dados dos pacientes, por exemplo, é uma das causas de desperdício no setor, onde tanto prestadores públicos quanto privados atuam de forma não integrada, desconhecendo o caminho percorrido por seus pacientes”, diz.

Uma prévia do tema central do próximo congresso ocorreu durante o 6º Conahp, realizado nos dias 7, 8 e 9 de novembro na capital paulista, durante a sessão plenária “Os desafios para a entrega de valor para o novo paciente”.

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Durante o evento, Marcelo Alvarenga, gerente de experiência do paciente do Hospital Sírio-Libanês, lembrou que um estudo realizado pela entidade mostrou que, para o paciente, o valor está em resolver, ou ao menos controlar, o seu problema de saúde e ser ouvido e respeitado pelo corpo clínico. “Notamos uma significativa mudança de comportamento do paciente. Ele não aceita mais o cuidado paternalista, que dita o que fazer. O paciente hoje quer ser ouvido, ter uma participação mais ativa no tratamento. Cada elo da cadeia de saúde – como o paciente, o corpo clínico, o hospital, o plano de saúde, o gestor e todos os que atuam nesse segmento – tem uma percepção diferente sobre o que é valor. O desafio é fazer com que cada um pare de olhar para o seu umbigo e tenha uma visão mais abrangente sobre valor para a saúde como um todo”, concluiu Alvarenga.

Emannuel Lacerda, gerente executivo de Saúde e Segurança do Serviço Social da Indústria, destacou que, na agenda empresarial, o valor passa, invariavelmente, pela redução de custos. Nesse sentido, a transparência e o acesso às informações são fundamentais para saber, por exemplo, qual o índice de desperdício de um determinado sistema. Para Lacerda, o grande dilema será chegar a um consenso sobre valor tanto para o contratante quanto para o usuário. “As empresas que atuam no setor deveriam trabalhar para criar uma cultura da saúde, principalmente no sentido da prevenção. O ideal é cuidar da pessoa antes que a doença se instale. Isso, com certeza, agregaria valor a todos os elos da cadeia”, disse Lacerda.

A necessidade de uma nova cultura também foi destacada por Dario Ferreira, diretor médico do Hospital Samaritano. “A propaganda induziu o paciente a crer que valor em saúde é contar com alta tecnologia, helicópteros para resgate, coisas que têm um alto custo. É necessário investir em mudança de hábito desse paciente, para que ele seja mais saudável, para que faça check-ups e trate das doenças antes que elas se agravem.”

Segundo Mohamed Parrini, a edição de 2019 será ainda maior do que a deste ano, com a participação dos mais respeitados especialistas tanto do Brasil como da América Latina, dos Estados Unidos e de vários outros países. “Nosso objetivo é melhorar a cada ano. Queremos discutir os caminhos para melhorar a saúde no país, observando as melhores práticas e experiências internacionais. O desafio do setor é olhar para além do interesse das nossas próprias instituições, mas também para a sociedade como um todo”, afirma.

 

 

FONTE: CONAHP

 



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