- 16 de setembro de 2026
- Posted by: Grupo IBES
- Category: Acreditação
A Acreditação ONA avalia instituições de saúde em três níveis, e cada um pressupõe o anterior. Saber em qual estágio a sua instituição está hoje é o que evita o erro mais caro do processo: preparar a equipe para um nível que a estrutura ainda não sustenta, ou subestimar o que já foi construído.
Este artigo explica o que cada nível exige na prática e traz perguntas objetivas para você fazer o próprio diagnóstico.
O que a Acreditação ONA avalia
A ONA, Organização Nacional de Acreditação, é a metodologia brasileira de acreditação em saúde. A adesão é voluntária e a avaliação é feita por instituições acreditadoras credenciadas, como o Grupo IBES, a partir dos padrões do Manual Brasileiro de Acreditação.
O ponto central é que a acreditação não avalia um setor isolado. Ela olha a instituição como um sistema, e os três níveis descrevem graus crescentes de maturidade desse sistema.
Nível 1: Acreditado
O primeiro nível tem foco na segurança do paciente em todas as áreas da instituição. A pergunta que o avaliador responde é: os riscos assistenciais estão identificados e existem barreiras implantadas para reduzi-los?
Na prática, isso significa protocolos de segurança definidos e seguidos, gestão de riscos estruturada, Núcleo de Segurança do Paciente atuante e documentação atualizada, que reflete o que de fato acontece na rotina.
Nível 2: Acreditado Pleno
O segundo nível acrescenta a gestão integrada. Não basta que cada área seja segura isoladamente: os processos precisam conversar entre si.
Aqui entram a interação entre setores, os indicadores de desempenho, a análise crítica dos resultados e a comunicação estruturada entre as equipes. A instituição passa a enxergar o próprio funcionamento de ponta a ponta, e não em partes.
Nível 3: Acreditado com Excelência
O terceiro nível reconhece a excelência em gestão. A instituição demonstra uma cultura de melhoria contínua consolidada: usa os resultados para decidir, sustenta os ganhos ao longo do tempo e aprende com os próprios dados.
A diferença para o nível anterior está na maturidade. Não se trata de ter mais documentos, e sim de mostrar que os ciclos de melhoria funcionam e se mantêm mesmo quando as pessoas mudam.
Como identificar o estágio da sua instituição
Responda com honestidade às perguntas abaixo. A primeira resposta negativa costuma indicar onde está o seu ponto de partida.
- Segurança: os protocolos de segurança do paciente estão implantados em todas as áreas, e a adesão é medida, não apenas presumida?
- Riscos: existe um processo contínuo para identificar, analisar e tratar riscos e eventos adversos?
- Integração: quando um processo passa de um setor para outro, as responsabilidades e as informações estão definidas?
- Indicadores: os indicadores são analisados com regularidade e geram decisões, ou apenas relatórios?
- Melhoria: as melhorias implantadas se sustentam com o tempo, ou dependem da presença de pessoas específicas?
Se as duas primeiras perguntas ainda geram dúvida, o foco é o Nível 1. Se a dificuldade aparece na integração e nos indicadores, o trabalho está no Nível 2. Se tudo isso já funciona e a questão é sustentar e evoluir, a instituição está diante do Nível 3.
Por onde começar
O caminho mais seguro é um diagnóstico antes da avaliação: um olhar externo sobre os processos que mostra o que já atende aos padrões, o que precisa de ajuste e qual nível faz sentido buscar agora. Assim, a preparação da equipe é direcionada ao que realmente falta, e não a um checklist genérico.
O Grupo IBES conduz a Acreditação ONA em instituições de saúde de todo o país. Conheça como funciona a Acreditação ONA com o Grupo IBES e fale com a nossa equipe sobre o momento da sua instituição.
