PDSA: prós e contras da ferramenta de melhoria em saúde

A melhoria da qualidade dos serviços de saúde tem sido centro de discussões recentes da área. Vários modelos foram propostos, dentre eles o ciclo PDSA (Plan-Do-Study-Act, ou seja, Planejar-Fazer-Estudar-Agir), o qual transforma ideias em ações para testar mudanças em pequena escala por meio de quatro etapas:

  1. Formulação de hipóteses;
  2. Coleta de dados e teste das hipóteses;
  3. Análise e interpretação dos resultados;
  4. Realização de inferências para reafirmar as hipóteses.

 

Quando bem sucedida neste teste, a mudança é disseminada para toda a instituição. Contudo, este ciclo não é perfeito e tem seus contras. Conheça eles abaixo:

  • Não é apropriado e nem deve ser aplicado em todas as instituições;
  • É necessário que os profissionais entendam como extrair as informações e transformá-las em mudanças viáveis e efetivas;
  • Exige conhecimento técnico e habilidades individuais para que tenha sucesso;
  • Dá uma falsa impressão de que pode ser utilizado como um método independente;
  • Exige uma investigação prévia profunda e precisa para entender as reais necessidades e soluções mais adequadas;
  • Dificuldade em adaptar a mudança bem sucedida em pequena escala para toda a instituição;
  • Necessita bom treinamento e orientação do corpo assistencial;
  • Se não for bem planejado e estudado, as chances de resultados falhos é enorme;
  • Necessita de feedbacks qualitativos periódicos para uma boa análise investigativa;
  • Necessita de auxílio financeiro.

 

Leia mais em: Ciclos de melhoria para fortalecer a cultura de segurança do paciente

 

Embora estas informações assustem, os benefícios desta prática compensam, principalmente, à longo prazo:

  • Aumenta a segurança do paciente;
  • Diminui o tempo de espera/estadia dos pacientes;
  • Reduz custos;
  • Traz resultados assistenciais mais eficientes e efetivos;
  • Revela mudanças que são e não são aplicáveis à realidade de sua instituição;
  • Identifica novos problemas durante a investigação;
  • Promove o aprendizado;
  • É facilmente aplicada;
  • Modelo flexível;
  • Permite resolver problemas assistenciais prioritários (em questão de gravidade e incidência);
  • Empodera os profissionais;
  • Promove o trabalho multidisciplinar;
  • Ajuda a melhorar a cultura organizacional.

 

Por meio dos ciclos de melhoria, o sistema de saúde e seus agentes saem como beneficiados!

 

Quer saber mais sobre ciclos de melhoria? Participe do “Nível 3: Estratégias para alcançar a Excelência”, que ocorrerá no dia 19 de outubro em São Paulo/SP. INSCREVA-SE AQUI!

No vídeo, Aléxia Costa aborda um tema que gera muita dúvida: o que fazer para que o médico esteja engajado na gestão da qualidade?

 

Referência:

Julie Reed; Alan Card. The problem with Plan-Do-Study-Act cycles. BMJ Journals. 2018.



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