O papel da Engenharia Clínica na Segurança do Paciente

Em qualquer relação de consumo, seja de produtos ou serviços, deve haver garantia de qualidade. Esse pressuposto tem sua importância ainda mais evidenciada quando se trata de atendimento em saúde, porque pode significar, literalmente um diferencial de vida ou morte. Considerando tamanha relevância, merece reconhecimento o fato de três novos serviços de apoio passarem a ser contemplados no Manual de Certificação de Serviços para a Saúde  – Selo de Qualificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA). São eles: engenharia clínica, higienização e nutrição de produção clínica.

A ONA, membro da maior entidade de Acreditação de serviços de saúde no mundo, a International Society for Quality in Health Care (ISQua), é responsável pelo desenvolvimento dos padrões de segurança e qualidade em saúde no Brasil. Para entender a importância da inclusão da engenharia clínica entre os serviços certificados, basta pensar numa instituição de emergência  em que um exame é essencial para o rápido diagnóstico, sem o qual não há como realizar o correto procedimento. Ou ainda lembrar de uma cirurgia.

Mesmo na mais simples, o sucesso depende do funcionamento sem falhas de uma série de instrumentos e equipamentos.

A tecnologia é cada vez mais uma aliada imprescindível ao bom atendimento e justamente aí, no desenvolvimento e gerenciamento dessa área especializada e indispensável, atua o engenheiro clínico. Hoje, os processos da área da saúde são de tal forma interligados que um componente interfere em todos os demais envolvidos e, consequentemente, no resultado final da assistência. Por isso, a qualificação dos serviços terceirizados é fundamental.

Assim, a nova edição do Manual de Certificação, que entrará em vigor em Janeiro, representa um avanço ao atualizar os padrões nacionais de qualidade e segurança para empresas de facilites, ou seja, de prestação terceirizada de serviços especializados no setor de saúde. Ao estabelecer diretrizes referenciais de avaliação do desempenho desse segmento, atua no sentido de assegurar melhores condições e cuidados aos pacientes.

Cabe ressaltar que o novo manual foi elaborado por um comitê formado por profissionais da área técnica da ONA, especialistas e associações setoriais, entre elas, a Associação Brasileira de Engenharia Clínica (ABECLIN). que contribuiu em questões fundamentais para maior segurança no atendimento. Regras rigorosas, metodologia de avaliação mais objetiva e a exigência às instituições de atingir a pontuação mínima de 85% de conformidade por padrão para obter certificação pela ONA induzem ao compromisso das organizações de saúde no controle de qualidade no atendimento prestado. Essa atenção abrange serviços diversos, como processamento de roupas dietoterapia, manipulação e esterilização de materiais, além dos três novos segmentos de apoio, entre os quais a engenharia clínica. Entram na avaliação as etapas de planejamento, execução das atividades e gerenciamento, como uso de equipamentos, sustentabilidade e eficiência operacional.

Uma soma de esforços e cuidados visando garantir mais eficiência aos serviços de saúde, com segurança total ao paciente, objetivo para o qual convergem as atenções de todos os envolvidos nessa complexa rede de atendimento.

Como parte determinante do sucesso dessa rede, que se traduz em rápido e melhor atendimento, nós da Abeclin enfatizamos os ganhos que teremos nos serviços de engenharia clínica com o novo manual, o que vai resultar em maior qualidade e segurança para o paciente em relação a essa área cuja relevância tende a se acentuar sempre amis, com os contínuos avanços tecnológicos.



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