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Anvisa aprova anticorpos contra o novo coronavírus para uso emergencial

A associação dos anticorpos banlanivimabe e etesevimabe foi aprovada pela Anvisa para uso emergencial no tratamento contra a Covid-19 nas formas leve a moderada, em adultos e crianças com 12 anos ou mais (que pesem pelo menos 40 quilos). Tais pacientes devem apresentar alto risco de progressão da doença para a forma grave ou que possa levar à necessidade de internação.

O medicamento é fabricado pela Eli Lilly do Brasil. Ambos os medicamentos são anticorpos monoclonais, ou seja, substâncias produzidas em laboratório que, injetadas no organismo, atuam como todos os outros anticorpos presentes no corpo humano, identificando e neutralizando agentes invasores nocivos à saúde.

A autorização da Anvisa é para uso por hospitais, e a associação não poderá ser adquirida em farmácias e não deve ser usada em pacientes que já estejam hospitalizados com Covid-19 ou que necessitem de oxigênio ou ventilação mecânica em seus tratamentos.

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Os medicamentos devem ser administrados por infusão intravenosa, dentro de 3 dias do teste viral positivo e até 10 dias após o início dos sintomas.

As pesquisas mostraram uma redução de 70% nos índices de hospitalização relacionada à Covid-19 e de óbitos por qualquer causa. Por ser medicamento aprovado em uso emergencial, a segurança e a eficácia dos anticorpos continuarão a ser avaliadas por mais pesquisas. Possíveis efeitos adversos: reação alérgica, febre, calafrios e coceira. Foram observadas reações graves na administração de banlanivimabe, com ou sem etesevimabe.

No final de abril, a Anvisa autorizou o uso da associação de casirivimabe e imdevimabe, outros anticorpos monoclonais, produzidos pela Regeneron e Roche. Indicações e a forma de tratamento são praticamente as mesmas, mas o banlanivimabe e o etesevimabe não demonstraram capacidade de neutralizar a variante brasileira do novo coronavírus, que hoje é a cepa que prevalece no país. A Anvisa entendeu, porém, que se trata de um medicamento estratégico, com perfil de segurança favorável e dados relevantes no tratamento da Covid-19.

Casirivimabe + imdevimabe e banlanivimabe + etesevimabe formam, com o Rendesevir, o trio de medicamentos com indicação aprovada para o tratamento da Covid-19 no país.

A expectativa com a autorização de uso emergencial e experimental de medicamentos contra a Covid-19 é sempre ampliar as opções terapêuticas e, principalmente, aliviar a carga em nosso sistema de saúde, diminuindo o agravamento das condições clínicas de pacientes com Covid-19 e o risco de morte.

Pacientes com alto risco de progressão da Covid-19 para a forma grave da doença são aqueles que atendam a pelo menos 1 dos critérios abaixo:

• Tenham mais de 65 anos de idade.
• Tenham índice de massa corporal ≥35.
• Tenham doença renal crônica.
• Tenham diabetes.
• Tenham doença imunossupressora.
• Estejam recebendo tratamento imunossupressor.
• Possuam 55 anos de idade ou mais e tenham alguma das condições: doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica ou outra doença respiratória crônica.
• Possuam entre 12 e 17 anos de idade e apresentem alguma das comorbidades: anemia falciforme, doença cardíaca adquirida ou congênita, transtorno de neurodesenvolvimento, dependência relacionada a cuidado médico como traqueostomia, gastrostomia ou ventilação de pressão positiva não relacionada à Covid-19, asma, hiper-reatividade de vias aéreas ou outra doença respiratória crônica que requer medicação diária para controle.

Fonte da imagem: Freepik

Fonte da notícia: Anvisa

 

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