[ivory-search id="27469" title="Default Search Form"]
[ivory-search id="27469" title="Default Search Form"]

Brasil e Reino Unido: cooperação internacional fortalece estratégias em tecnologias em saúde

Além da Acreditação CHKS e o Sistema de Saúde Universal, Brasil e Reino Unido têm ainda mais coisas em comum na saúde!

 

A crescente incorporação de tecnologias inovadoras — muitas vezes de alto custo — tem imposto desafios significativos aos sistemas de saúde em todo o mundo. Nesse cenário, o intercâmbio realizado entre o Ministério da Saúde e o National Institute for Health and Care Excellence, em março de 2026, representa um avanço estratégico na busca por modelos mais eficientes de negociação de preços e incorporação de tecnologias no sistema público.

A iniciativa reforça a importância da cooperação internacional para equilibrar dois objetivos frequentemente tensionados: ampliar o acesso à inovação e garantir a sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde.

 

O desafio global: inovação versus sustentabilidade

Sistemas universais como o Sistema Único de Saúde enfrentam um cenário cada vez mais complexo:

  • Crescimento acelerado de terapias inovadoras (biológicos, terapias gênicas)
  • Aumento expressivo dos custos assistenciais
  • Pressão por acesso rápido a novas tecnologias
  • Limitações orçamentárias estruturais

Esse contexto exige modelos sofisticados de avaliação de tecnologias em saúde (ATS) e negociação com a indústria farmacêutica.

Leia também: Transformação Digital na Saúde: a Tecnologia Está Moldando o Futuro dos Cuidados

 

O papel da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS)

A ATS se consolida como um dos principais instrumentos para دعم decisões em saúde baseadas em valor. No Brasil, esse papel é desempenhado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

Entre seus objetivos centrais estão:

  • Avaliar eficácia, segurança e custo-efetividade
  • Apoiar decisões de incorporação tecnológica
  • Promover o uso racional de recursos públicos
  • Garantir transparência no processo decisório

O intercâmbio com o NICE — referência global em ATS — amplia a maturidade metodológica e estratégica desse processo no Brasil.

 

NICE: referência internacional em negociação e valor em saúde

O National Institute for Health and Care Excellence é amplamente reconhecido por seu modelo estruturado de:

  • Avaliação econômica baseada em custo-efetividade (ex.: QALY)
  • Negociação de preços com a indústria
  • Acordos de compartilhamento de risco (risk-sharing)
  • Integração entre regulação, evidência e decisão clínica

A experiência britânica demonstra que a negociação de preços não é um processo isolado, mas parte integrante da avaliação de valor das tecnologias.

 

 

Intercâmbio técnico: aprendizados e oportunidades

Durante o encontro, representantes brasileiros e britânicos discutiram:

  • Modelos de precificação e negociação de medicamentos
  • Integração entre ATS e decisões regulatórias
  • Aspectos jurídicos e institucionais
  • Estratégias para ampliação do acesso com eficiência de custos

A participação de áreas como a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e a CONITEC reforça o caráter estratégico da agenda.

 

Governança, transparência e tomada de decisão baseada em valor

A agenda Brasil–Reino Unido evidencia uma transformação importante: a evolução da incorporação tecnológica para um modelo orientado por valor em saúde.

Sob a ótica da governança clínica e organizacional, destacam-se:

  • Accountability: decisões fundamentadas em evidências e impacto econômico
  • Transparência: critérios claros de incorporação e negociação
  • Sustentabilidade: equilíbrio entre acesso e capacidade financeira
  • Equidade: ampliação do acesso a tecnologias essenciais

Esse modelo reduz assimetrias e fortalece a legitimidade das decisões públicas.

 

Impactos para o sistema de saúde brasileiro

A cooperação internacional pode gerar ganhos concretos para o SUS:

  • Maior capacidade de negociação com a indústria farmacêutica
  • Redução de custos na incorporação de tecnologias
  • Aceleração do acesso a terapias inovadoras
  • Fortalecimento institucional da ATS

Além disso, promove o alinhamento com práticas globais de excelência.

 

Conclusão: inovação com responsabilidade

O intercâmbio entre Brasil e Reino Unido sinaliza um caminho claro para o futuro dos sistemas de saúde: não basta inovar — é preciso incorporar com responsabilidade, evidência e sustentabilidade.

A experiência compartilhada com o National Institute for Health and Care Excellence reforça que decisões de alto impacto exigem integração entre ciência, economia e governança.

Para o Grupo IBES, esse movimento destaca a importância de apoiar organizações de saúde na construção de modelos decisórios robustos, onde qualidade, eficiência e valor caminham de forma integrada — garantindo acesso seguro, sustentável e equitativo à inovação.

 

 

Fonte da imagem: Envato
Fonte do Conteúdo: Ministério da Saúde



Deixe um comentário