Estudo apresenta prevalência estimada de HPV em 54,6 % dos pesquisados

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Dados preliminares do projeto POP-Brasil-Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV apontaram que, dentre as pessoas testadas, a prevalência estimada de HPV foi de 54,6 %, sendo que 38,4 % destes participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer. A pesquisa foi realizada em 26 capitais brasileiras e Distrito Federal. Do total de pessoas que participaram do estudo (7.586 entrevistas), 2.669 foram analisadas para tipagem de HPV.
 
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O estudo aconteceu em 119 UBS e um Centro de Testagem e Aconselhamento em todo país, envolvendo 250 profissionais de Saúde.
Outro dado revelado pelo estudo indica ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis.

Perfil da população pesquisada

Composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens,  a maioria dos entrevistados se declaram pardos (56,6 %), sendo a média de idade de 20,6 anos.
 
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Majoritariamente da classe C (55,6 %), 41,9 % dos participantes estavam namorando e 33,1% casados (ou morando com o parceiro). O comportamento sexual de risco foi observado em 83,4 % dos entrevistados, sendo que a média de parceiros sexuais no último ano foi de 2,2 e a média de parceiros nos últimos 5 anos de 7,5.
Quadro de Prevalência do HPV nas capitais do país

Capitais Prevalência de HPV
Recife (PE) 41,2 %
Florianópolis (SC) 44,0 %
Maceió (AL) 45,1 %
João Pessoa (PB) 45,6 %
Curitiba (PR) 48,0 %
Manaus (AM) 50,3 %
Belém (PA) 50,8 %
Boa Vista (RR) 51,0 %
São Paulo (SP) 52,0 %
Natal (RN) 52,9 %
Porto Velho (RO) 52,9 %
Fortaleza (CE) 53,4 %
Goiânia (GO) 54,1 %
Fortaleza (CE) 53,4 %
Goiânia (GO) 54,1 %
Teresina (PI) 54,3 %
Rio de Janeiro (RJ) 54,5 %
Aracaju (SE) 54,6 %
Vitória (ES) 55,1 %
Rio Branco (AC) 55,9 %
Porto Alegre (RS) 57,1 %
São Luís (MA) 59,1 %
Macapá (AM) 61,3 %
Cuiabá (MT) 61,5 %
Palmas (TO) 61,8 %
Salvador (BA) 71,9 %
Brasília (DF) Sem dados suficientes
Campo Grande (MS) Sem dados suficientes
Belo Horizonte (MG) Sem dados suficientes

 
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Hoje vamos relembrar o vídeo CEES #139 – O impacto da acreditação na segurança do paciente. Clique no vídeo abaixo e assista.

Fonte: Portal da Saúde – Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
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