Burn out: número de suicídios cometidos por médicos é até 5 vezes maior do que da população geral

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A temática da Síndrome de Burnout está cada vez mais presente no contexto laboral dos médicos americanos. Os médicos mais jovens são os que apresentam maiores níveis de exaustão emocional e perda de realização profissional. O assunto foi um dos destaques da Assembleia Geral Ordinária da Confederação Médica Latino-Ibero-Americana e do Caribe (Confemel), nesta quinta-feira (24), em Brasília (DF).
Carga horária muito elevada é uma das justificativas. Segundo o presidente da Federação dos Conselhos Médicos dos Estados Unidos da América (FSMB), Arthur Hengerer, a realidade é que muitos médicos têm dificuldade em suportar as exigências excessivas e a elevada pressão da função. Muitos trabalham diariamente desmotivados e com riscos reais de esgotamento.
“Os médicos trabalham cada vez mais submetidos a uma burocracia enorme. Falta controle do seu ambiente que, tradicionalmente, já é caótico. Falta respeito, equidade e existem muitos conflitos de valores. Tudo isso deixa o profissional muito exposto e o stress coloca o médico em uma situação que não o permite decidir o que é melhor para o paciente”, disse.
Para ele, a estigmatização da doença faz o profissional não procurar ajuda e agravar o caso. “Ninguém quer mostrar fraqueza. Nos Estados Unidos, temos trabalhado para que as faculdades coloquem esse assunto na graduação, conversem com os jovens, ofereçam ajuda e, acima de tudo, tirem essa estigmatização”.
Hengerer ainda chamou atenção para o número de suicídios cometidos por médicos é até cinco vezes maior do que a população geral. E, diferente do observado na população geral, o problema atinge em sua maioria os jovens com idade média de 45 anos. “As causas levantadas para o aumento do índice de suicídio entre os médicos são desde depressão maior, abuso de substâncias como álcool e drogas, além de aspectos relacionados ao exercício da profissão como o medo de errar”.
Como solução, o palestrante sugeriu uma série de passos. Entre eles, reconhecer “a falta da autonomia e procurar ajuda imediata”.
A mesa de debate foi presidida pelo representante brasileiro, Waldir Cardoso, e secretariada pelo boliviano Roland Herrero. O evento, que se estende até esta sexta-feira (25), pode ser acompanhado ao vivo pelo link – http://bit.ly/2fVOUtk
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