Acesso à saúde por pacientes lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros

É fato que a comunidade LGBTI sofre preconceito social apenas pela orientação sexual dos integrantes. A sociedade, como um todo, muitas vezes não aceita o “diferente” e, assim, ao invés de incluí-lo nas questões públicas, o exclui e marginaliza.

 

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Esse cenário se repete no setor de saúde e uma pesquisa realizada pela Australian Health Review em 2017 apontou esses resultados ao entrevistar 312 pessoas deste grupo:

  • 18.6% disseram ter dificuldade em acessar serviços de saúde
  • 15.2% sofrem de distúrbios psicológicos altos ou altíssimos
  • 6.1% têm medo da qualidade do serviço de saúde cair ao informar sua sexualidade

Outros aspectos destacados no estudo por pessoas LGBTI em relação aos héterossexuais são:

  • Maior solidão
  • Mais propensão à ansiedade
  • Maior propensão à depressão
  • Saúde mental mais abalada

 

Leia também: 7 perguntas que você precisa se fazer para saber se sua instituição promove o Cuidado Centrado no Paciente

Este estudo também evidenciou um cenário pior às mulheres lésbicas e bissexuais:

  • Estando mais propensas a ter uma saúde física defasada
  • Apresentando maiores taxas de óbitos

Tendo essas informações, algumas instituições de saúde já estão trabalhando a fim de atender às preocupações e necessidades desse público. O resultado deste esforço também apareceu na pesquisa por meio desses dados:

  • 75% dos entrevistados falam sobre sua orientação sexual para o profissional da saúde
  • 81% deles disse ter uma saúde, ao menos, boa
  • 85% apresentam distúrbios psicológicos baixos ou moderados

Mas há muito ainda a ser feito e conquistado. Algumas barreiras entre o público LGBTI e os colaboradores de saúde caíram. Há menores resistências e maior confiança tanto dos pacientes em contar sobre sua orientação sexual quanto dos profissionais em entender que esse público tem maior probabilidade em apresentar problemas psicológicos e saber lidar com os mesmos.

É preciso agora continuar realizando estudos e fortalecer a relação entre colaborador e paciente, independentemente de sua sexualidade. Caminhando para um Cuidado Centrado no Paciente efetivo.

Entenda como em: Empoderar o paciente para melhorar o cuidado é possível

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Neste episódio Aléxia Costa comenta o artigo publicado na Revista JAMA sobre a importância do consentimento informado com o paciente no centro do cuidado.

 

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Referência:
Australian Health Review. Health and well being of lesbian, gay, bisexual, transgender and intersex people aged 50 years and over. 2017.