O trabalho em Time realmente melhora a qualidade da assistência?

O sistema de saúde, progressivamente, tem se fragmentado e exigido especialização dos profissionais. Contudo, o sucesso do cuidado depende da união e integração entre os setores e colaboradores da instituição. Esse movimento contra a segregação é guiado pela promoção do trabalho em time.

O trabalho em time é entendido como a relação entre dois ou mais profissionais que trabalham colaborativamente com os pacientes e colegas para alcançar metas compartilhadas, as quais, em saúde, resumem-se em prevenção ou tratamento de doenças e promoção do bem-estar.

O trabalho em time é responsável por aprimorar a experiência do paciente e colaboradores ao otimizar o tempo, efetividade da informação, habilidades e recursos disponíveis. Sendo assim, esta prática gera os seguintes benefícios à qualidade da assistência, segundo o National Academy of Medicine, em estudo publicado há poucos dias:

 

  • Oferecimento de um Cuidado Centrado no Paciente, o qual o escuta e dá voz para que se expressem;
  • Promoção da educação, treinamento e certificação dos profissionais;
  • Prevenção e redução da incidência de eventos adversos;
  • Redução no número de internação e readmissão;
  • Redução da mortalidade;
  • Melhoria dos resultados assistenciais;
  • Melhoria do ambiente de trabalho, assim como saúde física e mental dos colaboradores;
  • Melhoria das performance dos colaboradores;
  • Melhoria da satisfação e prazer dos colaboradores;
  • Melhoria da comunicação e confiança entre os colaboradores;
  • Engajamento e comprometimento do time;
  • Redução de custos;
  • Oferecimento de soluções a problemas complexos do sistema de saúde;
  • Estabelecimento de uma cultura de time.

 

 

Entenda mais: Comunicação da equipe é fator de sucesso do Checklist de Segurança Cirúrgica

 

Para alcançar todos esses benefícios, o trabalho em time precisa apresentar essas 4 características:

  1. Meta ou proposta clara e convincente;
  2. Estrutura social que facilite o trabalho em time;
  3. Um contexto organizacional de apoio e suporte;
  4. Treinamento especializado do time.

 

 

 

 

E tais características dependem:

  • Da segurança psicológica dos membros do time, ou seja, capacidade de confiar nos outros e se sentir seguro o suficiente para admitir erros, fazer perguntas, oferecer dados, tentar novas medidas sem medo, vergonha ou punições;
  • Do conhecimento, ensinamento, comunicação, razão, pensamento conjunto e metas dos membros do time, independentemente da posição individual.

 

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Neste episódio, Aléxia Costa comenta um estudo sobre a importância do trabalho em times na saúde:

Referência:

Cynthia D. Smith; Celynne Balatbat; Susan Corbridge; etc. Implementing Optimal Team-Based Care to Reduce Clinician Burnout. National Academy of Medicine. Setembro de 2018.



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