Mensuração e monitoramento da segurança do paciente: a experiência europeia da Health Foundation

Para tornar o cuidado mais seguro, as organizações precisam continuamente medir o dano e confiabilidade dos dados obtidos e criar programas de melhoria.

Os profissionais precisam estar alertas aos problemas e perturbações assim que ocorrem, estando aptos a responder a eles imediatamente. Assim, a Health Foundation criou o Measurement and Monitoring on Safety (MMS) para sintetizar a teoria e prática do sistema de saúde de forma a aprimorar o ambiente assistencial.

A ferramenta oferece uma forma útil e, por vezes, desafiadora de pensar sobre as estratégias de mensuração e monitoramento da segurança e estrutura interna. Ele engloba cinco dimensões principais para obter segurança, que podemos tomar como base para a mensuração e o monitoramento em nossas organizações:

  1. O cuidado ao paciente foi seguro no passado? danos físicos e psicológicos aos pacientes;
  2. Nosso sistema e processo assistencial são confiáveis? Essa é a capacidade do processo crítico dos profissionais sobre os procedimentos críticos de segurança;
  3. O cuidado é seguro hoje? Esta é a informação e capacidade de monitorar a segurança em uma base de dados. Chamada de “operações sensitivas”;
  4. O cuidado será seguro no futuro? Isto se refere a habilidade de antecipar e estar preparado para problemas e tratamentos seguros;
  5. Nós estamos respondendo e melhorando? A capacidade de uma organização para detectar, analisar, integrar, responder e aprimorar a informação sobre segurança.

 

Leia também: Gerenciamento de “eventos altamente indesejáveis” e a melhoria na segurança do paciente

 

As instituições podem decidir como desejam aplicar a metodologia, de acordo com seu contexto e prioridade. Das organizações que já adotaram este método, surgiram os seguintes benefícios:

  • Esclarecimento sobre dúvidas acerca da segurança;
  • Melhor organização da equipe para a assistência;
  • Reflexão sobre o impacto de cada tarefa no resultado final;
  • Postura/abordagem mais proativa;
  • Melhora na comunicação;
  • Aprendizagem a partir de incidentes passados;
  • Melhor entendimento da equipe sobre como promover segurança;
  • Entendimento sobre os fatores humanos e técnicos que afetam o cuidado;
  • Aumento do engajamento dos profissionais de todos os setores;
  • Envolvimento do paciente no cuidado;
  • Transformação dos dados obtidos em ações práticas eficazes.

 

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Referência:

Eleanor Chatburn; Carl Macrae; Jane Carthey; etc. Measurement and monitoring of safety: impact and challenges of putting a conceptual framework into practice. BMJ Journals. 2018.



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